Tudo começou em 2003 com Oldboy, de Park Chan-wook. Eu não lembro de ter visto nenhum filme sul-coreano antes desta obra icônica que era o segundo filme de uma trilogia que incluía Mr. Vingança, o primeiro e Lady Vingança, o último. ]
Daí em diante comecei a baixar outros filmes coreanos tendo visto uma soma considerável deles desde então. Tão impactantes quanto Oldboy foram Eu Vi o Diabo, Gosto de Vingança, O Hospedeiro - do direto Bong Joon-ho, que viria a ganhar o Oscar anos mais tarde, com Parasita), e vários outros filmes de ação, suspense e/ou drama.
Nessas andanças perla internet baixando os filmes coreanos eu via também algumas séries, porém, não tinha muito interesse ou paciência de baixá-las. As sinopses de algumas eram bem interessantes e tudo mais, mas, mesmo assim, eu não queria ter trabalho de baixar vários episódios, depois assistir na TV, via pendrive. Deixava pra lá.
Então veio a Netflix... e tudo continuo do mesmo jeito, eu asistia apenas aos filmes que baixava. Nem eu, nem Lia tínhamos interesse no streaming que estava bombando. Deve ter levado uns bons 4 anos até que comprei uma TV Box, pois nossa TV não era SmartTV. Isso que causava o desinteresse no streaming, também. Daí que, com a TV conectada à internet, instalamos a Netflix e, mais tarde, o Prime Video. Em pouco tempo a magia aconteceu: Lia - minha esposa - se viciou nos k-dramas ou doramas. Ela estava fascinada pelas séries sul-coreanas de romance, o que não era minha praia. Mas, claro, apesar de serem uma parte grande desse tipo de séries, não há só os de romance ou comédia romântica.
Com todos esses atrasos acabei demorando bastante para adentrar o mundo dos k-dramas e somente em 2017 assisti o primeiro, que foi Man To Man. É uma divertida comédia de ação onde um espião de disfarça de guarda-costas de um ator muito problemático e cheio de caprichos. Durante sua missão ele entra em conflito com a secretária do mesmo, num clichê bastante usado para iniciar um romance, onde os dois se odeiam por vários episódios até que vira amor. Cenas de ação e comédia muito boas. Enfim, eu estava fisgado e virei o famigerado "dorameiro", assistindo até alguns de romance disfarçados de ação ou comédia.
É quando chegamos a Em Movimento (Moving), uma série de 20 episódios do Disney +, o último que assisti até agora. Isso mesmo, até a Disney se rendeu aos inevitáveis sul-coreanos. Moving é centralizado em Kim Bong-seok e Jang Hee-soo. Bongseok é um adolescente que flutua quando se emociona demais. Sua mãe tenta de todo modo evitar que essa sua habilidade seja descoberta, deixando ele acima do peso e colocando pesos em sua mochila quando o mesmo vai para a escola. Ele conhece Heesoo, uma menina que também tem um superpoder que descobrimos em episódios a frente. Coincidentemente, na mesma escola há um terceiro super-humano, Lee Gang-hoon, que possui superforça. Percebemos logo de início que os três estarem na mesma escola não é mera coincidência, e apenas eles - e seus pais - não sabem disso.
A história vai se desenrolando principalmente com foco em Bonseok e Heesoo. Ela quer se formar em educação física e ele, bem ele quer apenas estar perto dela. Nenhum dos dois sabe dos poderes um do outro. Conforme as coisas vão se desenrolando e complicando, a série retira o foco nos dois adolescentes e passa contar a história dos pais do três superpoderosos, começando pelos pais de Bongseok, que trabalhavam em uma agência secreta sul-coreana. Sua mãe já havia trabalhado em campo, mas agora é uma analista de informações, devcido a problemas no passado. Ela ainda não conhece o pai de bongseok e isso acontece quando ela é colocada por seu chefe para espioná-lo, mesmo que ele seja seu colega. Sua missão é se aproximar dele o máximo possível. E ela tenta.
Em seguida temos a história do pai de Heesoo, um membro de uma quadrilha superviolenta, mas que ainda luta para tomar território de outras quadrilhas. Assim sendo, Jang Ju-won é usado apara esse propósito, poi o poder que sua filha herdou é o mesmo que o dele. É esse panorama que ele conhece a futura mãe de Heesoo. Os episódios que contam sua origem são os mais violentos e sanguinários.
E, por último, temos a história do pai de Ganghoon, o garoto com superforça. Seu pai é um autista de quem o garoto herdou o superpoder. Porém, devido a sua condição, ele acaba por ser violento para se proteger e para proteger seu filho, o que acaba fazendo com que ele seja preso. O garoto cresce vendo o pai na cadeia e se torna amargurado. Porém, ainda ama seu pai, mesmo que não consiga demonstrar.
A mãe de Bongseok é a única que também possui superpoderes, fazendo com que Bongseok herde, também, os poderes dela. Por motivos que ficamos sabendo na história dela com seu pai, ela termina por ter que criá-lo sozinha, sempre escondendo o fato do garoto flutuar. É quando a Coréia do Norte entra na hustória e a violência explode, fazendo com que todos precisem se unir.

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